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Caracterizado pela direção da Bienal de Veneza como um autor de arquitetura “intemporal”, Paulo Mendes da Rocha, arquiteto responsável pelo projeto do Museu dos Coches em Lisboa, é o vencedor do Leão de Ouro de Carreira.

A entrega do prémio será feita na abertura da Bienal, que decorre de 28 de maio a 27 de nevembro, e que vai na sua 15ª edição, com o tema “Reporting from the front” e a curadoria do chileno Alejandro Aravena.

Aos 87 anos, Mendes da Rocha criou projetos que “resistiram à passagem do tempo, tanto no plano material como estilístico”, segundo um comunicado da organização. O mesmo texto define ainda o arquiteto como “um desafiador inconformado e, ao mesmo tempo, um realista apaixonado”, sendo que “as suas áreas de interesse ultrapassam a arquitetura, no campo político, social, geográfico, histórico e técnico”.

Paulo Mendes da Rocha nasceu em 1928 em Vitória (Espírito Santo, Brasil). Formou-se em Arquitetura em 1954, em São Paulo. Nesta cidade foi responsável por alguns projetos arquitetónicos como o Museu Brasileiro da Escultura, o Clube Atlético Paulistano, a reformulação da Pinacoteca do Estado de São Paulo e ainda o projeto do Museu da Língua Portuguesa, recentemente destruído num incêndio.

Foi professor de projeto de 1961 a 1999 na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Em 2000, representou o Brasil na Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza e, em 2006, recebeu o Prémio Pritzker. Em 2001, recebe o II Prémio Mies van der Rohe de arquitetura latino-americana pelo seu projeto da Pinacoteca de São Paulo. Recebeu o título de doutor Honoris causa em países como o Uruguai, Brasil, Argentina e Portugal. Recentemente, foi responsável pelo projeto do novo Museu Nacional dos Coches, situado em Belém.